#pracegover: Arte horizontal, com cores branco e lilás, em degradê. No alto, à esquerda, a imagem horizontal da logomarca do site Caleidoscópio, com o nome escrito em preto por cima de um círculo azul. Ao lado, as palavras BATE-PAPO COM LEANDRA, em branco com sombra negra e a última palavra em lilás com sombra negra. Embaixo, a frase, em branco, A JORNALISTA E ESCRITORA QUE LUTA PARA EXISTIR. No rodapé, à esquerda, todo em branco, as palavras: LEANDRA MIGOTTO e, embaixo, JORNALISTA, CONSULTORA E PALESTRANTE EM INCLUSÃO E DIREITOS HUMANOS. Ao lado, no canto inferior direito, um círculo em degradê de lilás e branco e a foto do rosto de uma mulher sorrindo, ao centro.

Em que PLANETA você vive?

04/07/2018 Deficiência Física, Depoimentos, Destaques, Direitos Humanos, Histórias de vida, Leandra Migotto, Notícias 0
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Você sabe que existem hoje mais de 5.078 crianças e 5.037 adultos com deficiência sobrevivendo completamente abandonados em instituições no Brasil? E este número ainda não reflete a REALIDADE que é muito PIOR, pois os dados são obtidos por meio de questionário preenchido pelas próprias instituições, sem posterior checagem, fiscalização ou supervisão por autoridade competente.

As condições e o tratamento dado às pessoas com deficiência no Brasil eram desumanos e degradantes na maioria das instituições visitadas pela Human Rights Watch no Brasil em pesquisa inédita divulgada enquanto o país tinha 100% das suas atenções voltadas para a greve dos caminhoneiros (leia mais sobre o tema aqui).

E até agora quase nada foi divulgado na mídia e muito menos entrou na pauta dos parlamentares para que os órgãos públicos fiscalizem e punam os crimes cometidos aos Direitos Humanos de milhares de pessoas com deficiência no país. Também nada foi feito para a criação de políticas públicas eficientes que acabem de uma vez por todas com situações terríveis como estas. Afinal, lamentavelmente, a Copa do Mundo ainda é o assunto mais importante hoje… Não é?

Segundo dados desta pesquisa estarrecedora, a maioria dos adultos e crianças com deficiência tinha poucos itens pessoais, ou nenhum, e, em alguns casos, eram forçados a compartilhar roupas e, até mesmo, escovas de dentes com outras pessoas da instituição.

Em várias das instituições visitadas, os funcionários não forneciam absorventes higiênicos às mulheres durante o período menstrual, e sim fraldas. Funcionários de várias instituições não auxiliavam alguns adultos a se vestirem totalmente e eles usavam apenas camisas ou blusas e fraldas.

Adultos com deficiência tinham pouca ou nenhuma privacidade em 12 das instituições visitadas. Cerca de 30 pessoas viviam em grandes alas ou quartos com camas colocadas lado a lado, sem uma cortina ou qualquer outra separação. Algumas instituições tinham salas menores, com um número menor de pessoas, mas também com privacidade limitada.

 

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Leonardo, 25 anos, tem distrofia muscular – uma deficiência que causa fraqueza progressiva e perda de massa muscular. Desde os 15 anos, ele morou em uma instituição de acolhimento para pessoas com deficiência no Brasil. Assim como muitos outros homens e mulheres que não constam nos dados oficiais do Governo Federal, pois não são sequer contabilizados. Ficam, totalmente, esquecidos!

Quando foi visitado pela Human Rights Watch, Leonardo dividia um quarto com outros 24 homens e mulheres com deficiência. As camas eram colocadas diretamente uma ao lado da outra, sem sequer uma cortina para dar privacidade. Leonardo não tinha controle sobre sua vida; ele estava sujeito ao cronograma e às decisões da instituição. Ele ficava na cama a maior parte do dia, mesmo para as refeições, sem nada relevante para fazer:

“Eu sou colocado na cadeira de rodas de manhã, mas tenho que ser colocado de volta na cama porque… não há ninguém para me colocar de volta à noite. Sinto falta da minha casa e gostaria de morar com minha mãe, mas entendo que ela está envelhecendo e que não poderia me aguentar fisicamente”, desabafou.

Embora a legislação brasileira determine que a institucionalização de crianças não deva durar mais de 18 meses (salvo comprovada necessidade fundamentada por autoridade judicial), muitas crianças com deficiência são colocadas em instituições por períodos muito mais extensos.

Na maior parte das instituições visitadas, funcionários contaram à Human Rights Watch que a maioria das crianças tinha pelo menos um dos pais vivos. Porém, muitas crianças com deficiência perdem contato com suas famílias e permanecem segregadas em instituições durante toda a sua vida.

Em uma instituição, por exemplo, todos os 51 residentes estavam lá desde que eram crianças. Vários residentes tinham mais de 50 anos de idade. O diretor de uma instituição em São Paulo disse aos pesquisadores da Human Rights Watch: “Eles ficam até morrer!”

Leitoras e leitores, o que sentiram ao lerem estas informações? Cabe a cada um de vocês FAZER MUITO BARULHO PARA O GOVERNO BRASILEIRO ACORDAR!

Leiam e DIVULGUEM a pesquisa na íntegra. Clique aqui.

Pessoal, não esqueçam de conhecer a minha trajetória profissional em meus dois blogs: o Caleidosópiohttp://leandramigottocerteza.blogspot.com/ e o Fantasias Caleidoscópicashttp://fantasiascaleidoscopicas.blogspot.com/

Perfil profissionalhttp://www.linkedin.com/pub/leandra-migotto-certeza/41/121/a

Vídeos: TV UNESPhttps://youtu.be/-Nrr1kn-zWI

TV UNESP Programa Artefatohttps://www.youtube.com/watch?v=OtwnqFchqmY&t=8s

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