Foto horizontal de um garotinho em uma cama de hospital sendo beijado, de cada lado do rosto, por seus pais.

Menino com síndrome rara recebe alta no dia do aniversário

19/02/2019 Notícias 0
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Miguel Vasconcellos enfrentou uma cirurgia nos primeiros dias de vida, por conta de um problema chamado atresia de duodeno, isto é, malformação do desenvolvimento do intestino. A operação foi bem sucedida e por um ano e meio não houve complicações. Até o dia em que ele foi internado por um quadro de virose que, mais tarde, foi diagnosticado como infecção generalizada (septicemia).

Miguel quase foi submetido a uma traqueostomia e quimioterapia, por conta da falta de conhecimento do possível diagnóstico. Segundo Adriele Vasconcellos, mãe do Miguel, “Os médicos não davam nada para ele. Nunca haviam cuidado de uma criança com o intestino curto, então achavam que aquilo era nossa realidade, que agora eu tinha que aceitar ele desnutrido, magro e sem respirar direito”.

Felizmente, uma das médicas que estava acompanhando o garoto conheceu a Dra. Maria Paula Coelho, especialista do PATII (Programa Avançado de Tratamento da Insuficiência Intestinal), núcleo do Centro de Excelência do Sabará Hospital Infantil. “Foi uma luz no fim do túnel! Descobrimos que existia alguém que conhecia sobre o problema do Miguel e era especialista nesse diagnóstico”, relembrou Adriele.

Miguel deu início ao tratamento e a evolução ficou cada vez mais evidente. O processo durou cerca de 4 meses e ele passou por inúmeras intercorrências e três cirurgias em apenas 15 dias. Segundo a Dra. Maria Paula, “a maioria das crianças nesta situação depende de suporte nutricional através da veia, chamado de nutrição parenteral. O cuidado é complexo e necessita de equipe multidisciplinar pediátrica, com foco em Reabilitação Intestinal, para planejar um tratamento individualizado e ajustado ao caso de cada paciente”.

“Estamos muito felizes!”, comemora a mãe. “Prestes a completar três anos, o Miguel ganhou um presente de vida, ele vai embora para casa sem cateter, sem nenhuma medicação na veia. Gratidão à Dra. Maria Paula, ela é um anjo nas nossas vidas”.

* Matéria de Izabel Gimenez, do site Pais&Filhos (clique aqui)

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