Seis homens lado a lado, cada um segurando um pequeno cubo com uma letra colorida neles, formando a palavra CUBOTECA. A sua frente, uma mesa, com mais uma dezena de outros cubos.

Acadêmicos e professor criam jogo para surdos

25/05/2019 Deficiência Auditiva, Notícias 0
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Montar palavras utilizando cubos coloridos é uma atividade lúdica bastante utilizada com crianças. Mas, e se essa atividade ocorrer em uma ampla sala de uma espaçonave interestelar? Esse é um dos ambientes que está sendo testado com o protótipo do “Cuboteca”, um jogo em realidade virtual com interfaces naturais, desenvolvido por um grupo do curso de Design de Jogos e Entretenimento Digital (Balneário Camboriú) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que auxilia no letramento de crianças com necessidades especiais auditivas.

O jogo utiliza um dispositivo e tecnologias que capturam os movimentos das mãos. O seu protótipo está sendo testado por professores e pesquisadores da Univali, para avaliação, ajustes e lançamento do produto final. O projeto, de autoria do acadêmico Wellington Israel Pires Fagundes e do professor Ewerton Eyre de Morais Alonso, conta ainda com o envolvimento dos estagiários do 5º período do curso, Gabriel Witter de Oliveira, Lucas Verediana, Bruno Bort Lopes e David Allan Volino Cruz.

O grupo vem participando de atividades do Serviço de Atenção à Pessoa Surda (SAPS) da Univali, além de trocarem ideias com as equipes do Colégio de Aplicação da Univali (CAU), do Programa de Pós-Graduação em Educação, do Núcleo de Acessibilidade da Univali (NAU) e com o psicólogo Júlio Cezar Gonçalves do Pinho. A ideia é que a partir desta imersão eles conheçam a realidade e contexto do público-alvo do jogo e identifiquem oportunidades de melhorias e desdobramentos da iniciativa, como jogos para o celular.

Nos cubos dispostos na tela do “Cuboteca”, há letras e sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Desta forma, a ferramenta pode ser utilizada como apoio no letramento de crianças surdas. “Com este jogo entregamos múltiplas possibilidades ao educador. Agora, o desafio é apresentar esta tecnologia, que depende de um equipamento importado, de forma acessível, para utilizarem em sala de aula”, comenta o professor Ewerton Alonso.

O protótipo é o primeiro do grupo, que participa do programa de incubação do Núcleo de Inovação Tecnológica da Univali (Uniinova), com a essência do uso da tecnologia focada na educação.

* Matéria retirada do site Librasol (clique aqui)

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