Pessoas com deficiência podem praticar esportes

21/12/2011 Notícias 0
Humberto Henriques na academia

Humberto Henriques na academia

Ser cadeirante é um desafio diário, que exige superação em vários aspectos. Porém, limitações de movimentos não impedem a prática de exercícios e esporte por deficientes físicos. Desde que bem orientado, o condicionamento de pessoas com limitações de movimento é fundamental para a adaptação do corpo, que passa a suportar maiores cargas de esforço na prática de tarefas diárias, principalmente nos membros que passam a ser mais cobrados. Melhor é que, além de ser saudável, a atividade física também faz bem para a mente. O cotidiano de uma academia, onde a superação é sempre estimulada, afasta a sombra da invalidez e da dependência que ocupa o pensamento das pessoas com necessidades especiais.

Vivenciar o dia a dia de uma academia é possível para o deficiente físico que se dispõe desde a cuidar-se melhor, ou até mesmo, a ser um atleta. Um bom exemplo é o de Mariana Bastos, de 31 anos, bancária, que perdeu o movimento das pernas em 2004 ao de cair de uma tirolesa. Neste ano ela procurou ajuda para trabalhar a saúde e retomar o prazer que ela tinha com os esportes antes do acidente. Em Fortaleza, ela encontrou na Ayo Fitness Club o suporte que buscava. “Ao compreendermos o contexto da Mariana, desenvolvemos um treino que trabalha as necessidades dela, que vão além das convencionais. Força nos membros superiores, por exemplo, vão garantir uma melhor locomoção e uma maior segurança para quem depende mais desta parte do corpo”, explica Júnior Gadelha, coordenador técnico da Academia.

Paratleta
Cadeirante e atleta, Humberto Henriques sabe muito sobre as compensações da atividade física para deficientes. A limitação de movimento nas pernas, causada pela poliomielite quando criança, não impediu que ele se tornasse atleta aos 16 anos de idade. Hoje, aos 41 anos, Humberto coleciona as medalhas das várias competições de corrida de rua que já participou, entre elas as de primeiro lugar nos 100 e 200 metros do Open Internacional da Argentina, neste ano.

Para ele, o preparo físico vai além do rotineiro, precisa garantir resultados na pista. Para estar apto aos seus objetivos, ele buscou uma academia que pudesse lhe oferecer um formato de treinamento ideal. “Além da atenção recebida dos instrutores, outro grande ponto positivo na academia é a integração entre os usuários. Lá não têm só deficientes. Têm crianças, jovens, adultos, atletas, gestantes, idosos e deficientes convivendo no mesmo espaço. Isso é muito bom”, declara Humberto.

* Texto de Zahri el Malek, do caderno Jogada, do jornal Diário do Nordeste

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